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Reforma Tributária: Empresas Ainda Avançam Pouco na Adaptação

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  • 23 de setembro de 2026
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Reforma Tributária: Empresas Ainda Avançam Pouco na Adaptação

A Reforma Tributária do Consumo está entrando em uma fase decisiva, mas muitas empresas brasileiras ainda não concluíram as adaptações necessárias para o novo sistema de tributação.

A partir de 2027, a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) passará a substituir PIS e Cofins, enquanto o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) avançará durante o período de transição, previsto até 2033.

Empresas precisam acelerar a preparação

Embora mais de 90% das empresas tenham participado do ambiente piloto da CBS, com mais de 30 bilhões de documentos fiscais emitidos, especialistas ouvidos pelo Poder360 alertam que essa participação não significa que as empresas estejam totalmente preparadas internamente.

A adaptação envolve muito mais do que testar documentos fiscais. É necessário revisar sistemas, cadastros, processos fiscais, contratos, preços, fluxo de caixa e procedimentos contábeis.

A Receita Federal já estabelece, desde 2026, a adequação de documentos fiscais eletrônicos para receber informações relacionadas ao IBS e à CBS.

O que muda com a Reforma Tributária?

O novo modelo será baseado em um IVA dual, formado principalmente por:

  • CBS, de competência federal;
  • IBS, de competência dos Estados e municípios.

A transição ocorrerá gradualmente até 2033 e exigirá adaptações sucessivas por parte das empresas.

Entre os principais desafios estão a atualização dos sistemas de gestão, emissão fiscal, classificação de produtos e serviços, cálculo dos tributos e tratamento dos créditos tributários.

Sistemas ERP precisam estar preparados

Um dos pontos mais importantes da adaptação é a tecnologia empresarial.

Sistemas ERP, plataformas de faturamento e emissores de documentos fiscais precisam acompanhar os novos leiautes e regras relacionados ao IBS e à CBS.

A preparação não deve ficar restrita à atualização do software. É necessário verificar também:

  • cadastro de produtos e serviços;
  • classificação fiscal;
  • regras tributárias;
  • clientes e fornecedores;
  • emissão de NF-e e outros documentos;
  • integrações com contabilidade;
  • cálculo e apuração de tributos;
  • geração e armazenamento de informações fiscais.

A qualidade dos dados cadastrais também se tornou um ponto crítico da transição, pois informações incorretas podem comprometer a classificação das operações, a emissão dos documentos e o aproveitamento de créditos.

Split payment será outro desafio

O split payment é um mecanismo que prevê a separação automática do valor destinado ao pagamento dos tributos no momento da liquidação financeira da operação.

Segundo o artigo analisado, a ferramenta deverá passar por testes em 2027, inicialmente com participação facultativa. Questões relacionadas ao tratamento de possíveis erros e à segurança operacional ainda estão sendo acompanhadas.

Para as empresas, isso significa que processos financeiros, fiscais e tecnológicos deverão trabalhar de forma cada vez mais integrada.

Como preparar a empresa para a Reforma Tributária?

A preparação pode começar por um diagnóstico dos processos atuais. Entre as principais medidas estão:

  1. Atualizar sistemas ERP e fiscais;
  2. Revisar cadastros de produtos e serviços;
  3. Conferir dados de clientes e fornecedores;
  4. Avaliar contratos comerciais;
  5. Simular impactos sobre preços e margens;
  6. Revisar processos de emissão de documentos fiscais;
  7. Treinar equipes fiscal, contábil e financeira;
  8. Acompanhar as regulamentações oficiais;
  9. Avaliar impactos sobre fluxo de caixa e créditos tributários;
  10. Trabalhar em conjunto com contabilidade e fornecedores de tecnologia.

A Receita Federal, o Conselho Federal de Contabilidade, o Sebrae e a Fenacon também vêm reunindo materiais, cursos e ferramentas para auxiliar empresas e profissionais na adaptação.

Reforma Tributária exige integração entre áreas

A adaptação não deve ser tratada apenas como um projeto do departamento fiscal ou de tecnologia.

Contabilidade, fiscal, financeiro, compras, vendas, jurídico, tecnologia e gestão precisam participar do processo.

Isso porque as mudanças tributárias podem afetar desde a emissão da nota fiscal até a formação de preços, os contratos com clientes e fornecedores e o fluxo financeiro da empresa.

Conclusão

A Reforma Tributária exige preparação antecipada. A participação nos testes da CBS é importante, mas não substitui a revisão dos processos internos e a adequação dos sistemas empresariais.

Com a chegada de 2027, empresas que ainda não revisaram seus ERPs, documentos fiscais, cadastros, contratos e processos tributários precisam acelerar o planejamento.

A preparação deve ser contínua, acompanhando as regulamentações e os cronogramas oficiais até a conclusão da transição prevista para 2033.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui orientação contábil ou tributária especializada.

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